Bloqueada no Brasil, Telexfree usa Botafogo para crescer na América do Sul

Bloqueada no Brasil, Telexfree usa Botafogo para crescer na América do Sul

Impedida judicialmente de atuar no Brasil, acusada de um esquema que lesou milhares de pessoas, a norte-americana TelexFree usará o patrocínio ao Botafogo para se expandir para outros países da América do Sul. Isso porque, como o time participará da Libertadores, a empresa pode atingir mercados de países vizinhos e vender seus serviços de tecnologia – são pacotes de telefonia e internet.
Até 2013, a TelexFreee comercializava produtos de telefonia pela internet, por VOIP, no Brasil, em que usava diversas pessoas como seus representantes. Só que houve prejuízo desses divulgadores da empresa que a processaram. Com ação do Ministério Público, a Justiça bloqueou a operação da empresa e cobra ressarcimento, acusando o de ser um esquema de pirâmide.
“Eles (TelexFree) têm interesse neste mercado sul-americano. Nós queremos trabalhar nos EUA'', explicou o diretor executivo do Botafogo, Sergio Landau, ao blog. “Você não tem ideia do número de camisas (do Botafogo) que eles vão levar para Quito. Eles têm interesse em Quito.''
A capital equatoriana será onde o Botafogo estreará na Libertadores, pela primeira fase, diante do Deportivo Quito. Landau afirmou que a TelexFree já tem uma operação no Equador, assim como em outros países da América do Sul. No total, são 60 países, segundo informações da empresa.
Além da expansão para o continente, a TelexFree tenta voltar a operar no Brasil. Tanto que comprou uma pequena empresa de telefonia do Espírito Santo, a Voxbras, que tem autorização da Anatel. No site da empresa, é possível se cadastrar para futuramente comprar produtos da Voxbras, em pacotes de tv a cabo e de telefonia. Isso mesmo com um aviso judicial de que a empresa norte-americana está impedida de atuar no país.
O diretor executivo botafoguense ressaltou que não promoverá o produto vendido pela Ympactus, representante da TelexFree no Brasil até o ano passado que foi considerado um esquema de pirâmide pela Justiça, ou o Voxbras. Apenas a marca com nome da companhia aparecerá na camisa do Botafogo e, por isso, Landau não teme dano à imagem do clube. “Analisamos a empresa. Há uma discussão jurídica. Mas a empresa tem autorização para operar pela Anatel. Não é pirataria. Não deram golpe em ninguém.''
Durante a coletiva de apresentação do patrocínio, a TelexFree alegou que seu problema é restrito à Justiça do Acre, e não tem relação com a Ympactus, que a representava no Brasil.
Embora não fale em valores, o clube disse que o contrato é muito bom, dentro do patamar do mercado brasileiro de patrocínio e do orçamento alvinegro. E pretende expandir a parceria usando a Telexfree para divulgar a marca do clube nos EUA, sede da companhia.

* Fonte: Blog do Rodrigo Mattos

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